Este site usa cookies e tecnologias afins que nos ajudam a oferecer uma melhor experiência. Ao clicar no botão "Aceitar" ou continuar sua navegação você concorda com o uso de cookies.

Aceitar

Renda Fixa

Entenda como a Renda Fixa sem FGC pode ser segura

Lorenzo Frazzon, CNPI
Escrito por Lorenzo Frazzon, CNPI em 14 de abril de 2021
Junte-se a mais de 1.000 pessoas

Entre para nossa lista e receba conteúdos exclusivos e com prioridade

Todos os tipos de investidores procuram ativos seguros para diversificarem suas carteiras e se protegerem contra o risco. Por causa disso investimentos em Renda Fixa nunca saem de moda.

Diante disso, investidores iniciantes costumam perguntar: investir em Renda Fixa sem a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito vale a pena?

Neste post iremos explicar porque os ativos de Renda Fixa mesmo sem o Fundo garantidor de crédito ainda são extremamente seguros (muitos deles ainda mais seguros do que os que têm cobertura do FGC) e quais são esses ativos.

Dessa forma você se sentirá seguro para compor sua carteira com os ativos que achar melhor.

Se deseja conhecer investimentos de Renda Fixa que possuem a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito, clique aqui.

O que são investimentos de Renda Fixa

Investimentos em renda fixa são todos aqueles em que as regras de rentabilidade são definidas no momento da aplicação.

Em termos práticos isso significa que você terá uma boa ideia do quanto receberá no momento de resgate.

Um título do tesouro nacional, por exemplo, é um investimento de renda fixa. Quando você o adquire, está emprestando dinheiro ao governo federal e em contrapartida ele te promete pagar o principal acrescido dos juros no vencimento do título. Os juros podem ser fixos, 12% ao ano, por exemplo, ou depender de alguma regra como, 6% ao ano + IPCA (índice de inflação).

De qualquer uma das formas, você saberá que terá um retorno positivo. Pode existir uma variação devido ao índice de inflação, entretanto num cenário mais ou menos estável dá pra ter uma boa ideia do quanto receberá.

Isso não acontece no caso dos investimentos em renda variável, como é o caso de ações na Bolsa de Valores. Quando você adquire ações, está se tornando sócio da empresa e receberá de acordo com o seu desempenho ou pela variação da cotação da ação no mercado.

Se a empresa não estiver indo bem, é provável que o valor da sua ação caia e que não receba a distribuição dos lucros. Nada garante a rentabilidade do seu investimento, não há regras pré-definidas!

Entendeu a diferença entre Renda Fixa e Renda Variável?

Investimentos sem o FGC podem ser mais seguros

Sim, estou te dizendo que um ativo que não tem um seguro caso os emissores dos títulos vejam a falência podem ser mais seguros. Pode parecer um absurdo, mas não é e vou te explicar o porquê.

Primeiro preciso ressaltar que não são todos os casos de Renda Fixa sem FGC que são mais seguros que os segurados. Essa categoria é composta somente pelos Títulos do Tesouro Nacional.

Entretanto, como essa categoria tem uma altíssima representatividade na carteira da maioria dos investidores, ela deve sim ter um lugar especial neste nosso artigo.

Apesar de não ter o seguro do Fundo Garantidor de Crédito, os Títulos Públicos (conhecidos como Tesouro Direto) são 100% garantidos pelo Tesouro Nacional. A não ser que o Brasil venha à falência, você está protegido.

Lembre-se que o FGC é uma empresa privada. Se o país quebrar, isso com certeza será depois que as instituições financeiras e privadas também entrem em sérios problemas. Além disso o Fundo garante somente R$ 250 mil por CPF ou CNPJ.

Pense comigo, será que o FGC conseguirá socorrer todos os credores de um grande banco se ele vir à falência? Com certeza não. Agora pense na crise de 2008, bancos privados (muitos deles) quebraram, mas as nações no centro da crise conseguiram não só resgatar os bancos como manter os compromissos em dia.

Por fim, o Brasil tem soberania sobre sua moeda, podendo emitir reais sempre que existir compromissos a serem sanados. Claro que isso gera consequências nefastas, mas é um recurso a mais a ser utilizado em momentos de crise.

Ativos sem Fundo Garantidor de Crédito

Se está pensando em diversificar sua carteira de investimentos com investimentos de Renda Fixa, veremos agora algumas opções sem a cobertura pelo FGC.

Tesouro Direto (Títulos Públicos)

Os títulos públicos são empréstimos que você fará ao tesouro nacional. O governo usará o dinheiro para fazer investimentos e depois você receberá de volta o principal investido acrescido dos juros.

Como é um ativo de Renda Fixa, as regras de rentabilidade serão pré-determinadas. Existem forma pré-fixadas e pós-fixadas. Os títulos pré-fixados prometem o pagamento de um valor fixo depois de um tempo. Já os pós-fixados tem a rentabilidade atrelada a variáveis macroeconômicas como inflação ou taxa Selic.

O Tesouro Direto não é isento de IR (Imposto de Renda) e ele beneficia investidores de longo prazo. Quanto mais tempo você ficar com o dinheiro aplicado, menos imposto de renda pagará. Veja abaixo a tabela:

Tempo de aplicaçãoAlíquota do IR (%)
Até 180 dias22,5
De 180 a 364 dias20,0
Entre 364 e 720 dias17,5
Acima de 720 dias15

CCB (Cédulas de Crédito Bancário)

São os ativos menos conhecidos no universo da Renda Fixa. Grande parte desse desconhecimento é fruto da não garantia pelo FGC.

Esse investimento funciona também como um empréstimo que você fará ao banco ou outra instituição em troca de um título (cédula) resgatável com o principal acrescido de juros.

Por causa do risco adicional que tem, os CCB costumam ter rendimentos atrativos. Hoje, por exemplo, é possível encontrar CCB pagando algo acima de 13% ao ano. Num cenário onde temos a Selic em 3% ao ano, essa é uma ótima rentabilidade para Renda Fixa.

Uma característica marcante do CCB é que ele é um título que pode ser executado de maneira extrajudicial, com uma dinâmica judicial simplificada, acarretando em agilidade na execução das garantias. Além disso você terá uma garantia real do emissor, como um imóvel ou outro bem.

Esses títulos não costumam ser líquidos, de forma que para investir neles, deve ter um bom planejamento financeiro.

A Tributação de IR (Imposto de Renda) é a mesma do Tesouro Direto.

CRI (Certificado de Recebíveis Imobiliários) e CRA (Certificado de Recebíveis do Agronegócio)

CRI (Certificado de Recebíveis Imobiliários) – são ativos com a finalidade de financiar projetos na área específica. Quando você compra um desses títulos, está, na verdade, comprando o direito de ser remunerado pelo financiamento do setor imobiliário.

Existe aqui um risco de crédito no empreendimento financiado pelo CRI. Se as pessoas forem inadimplentes em relação ao pagamento dos imóveis, pode comprometer seus rendimentos.

A vantagem principal desse tipo de investimento é que como o governo fomenta o mercado imobiliário, não há a cobrança de IR (Imposto de Renda).

CRA (Certificado de Recebíveis do Agronegócio) – também são ativos com a finalidade de financiar uma área específica. Nesse caso empreendimentos relacionados ao agronegócio. Se comprar um desses títulos, estará ganhando o direito de receber os valores financiados dos produtos rurais ou industriais de produtos agrícolas.

O mesmo risco de crédito se aplica nessa situação. Se aqueles que fizeram a aquisição do financiamento perante a instituição financeira não honrarem os compromissos, seus recebimentos ficarão comprometidos.

Por causa do estímulo nacional ao agronegócio, não há a cobrança de IR (Imposto de Renda) sobre o investimento em CRA.

Debêntures

As debêntures são títulos emitidos por empresas privadas pertencentes ou não ao mercado financeiro. Uma indústria, por exemplo, desde que seja uma sociedade anônima de capital aberto ou fechado, pode emitir uma debênture.

A empresa usará esse dinheiro para vários fins: manter operações, capital de giro, investimento ou saldar dívidas. Você, por outro lado, terá seu dinheiro de volta acrescido dos juros no médio ou longo prazo.

O principal risco das debêntures é a liquidez. O ideal é que tenha um planejamento financeiro bem estruturado antes de investir nelas. Seu patrimônio ficará ‘preso’ sem poder resgatar por dois a quatro anos.

Existem debêntures que podem ser convertidas em ações da empresa e outras que não. São dois tipos. É preciso ficar atento ao seu objetivo quando escolher cada uma.

Já em relação ao imposto de renda, a maiores das debêntures seguem a tabela de incidência do Tesouro Direto.

É um ativo que pode ter alta rentabilidade e por isso sua popularidade está crescendo nesse momento de baixa Selic.

Conclusão

Investidores experiente e amadores precisam diversificar suas carteiras de investimento, isso em momentos de instabilidade econômica, quanto em momentos de estabilidade.

Por causa disso, os investimentos em Renda Fixa nunca saem moda. Buscando essa segurança, é comum as pessoas se perguntarem se ativos de Renda Fixa sem cobertura do Fundo Garantidor de Crédito compensa.

Neste artigo explicamos que o Tesouro Direto é ainda mais seguro que os ativos cobertos pelo FGC e demos outras opções de ativos que podem ser mais arriscados, entretanto apresentam maiores rendimentos. São eles:

Cédulas de Crédito Bancário, Certificado de Recebíveis Imobiliários, Certificado de Recebíveis do Agronegócio e Debêntures.

Espero que tenha gostado deste artigo sobre investimentos de Renda Fixa sem cobertura do Fundo Garantidor de Crédito. Qualquer dúvida, por favor, deixe nos comentários. Será sempre um prazer poder te ajudar.

Olá amigo investidor!

O que você achou deste conteúdo? Conte nos comentários.

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *