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Renda Fixa

FGC: Renda Fixa com maior retorno e segurança

Lorenzo Frazzon, CNPI
Escrito por Lorenzo Frazzon, CNPI em 24 de maio de 2021
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Em momentos de incerteza no mercado como os que estamos vivendo, é esperado que você procure investimentos mais seguros, por isso eu vou te apresentar investimentos que possuem a segurança adicional do FGC.

Mas esqueça a poupança ou o CDB do seu bancão. Se você está com medo de sair do banco, os investimentos de Renda Fixa com o FGC – Fundo Garantidor de Crédito, nada poderia ser mais seguro.

Mas esse tipo de investimento não deve receber atenção somente nos momentos de crise, mesmo em momentos em que o mercado se mostra mais estável, é interessante diversificar a carteira com ativos seguros.

Dito isso, vamos conhecer mais afundo o que são os investimentos de Renda Fixa com Fundo Garantidor de Crédito.

Assim poderá usá-los não só hoje, num momento de incerteza, mas também no futuro quando a economia estiver estável.

O que são investimentos de Renda Fixa

Investimentos em renda fixa são todos aqueles em que as regras de rentabilidade são definidas no momento da aplicação.

Em termos práticos isso significa que você terá uma boa ideia do quanto receberá no momento de resgate.

Um título do tesouro nacional, por exemplo, é um investimento de renda fixa. Quando você o adquire, está emprestando dinheiro ao governo federal e em contrapartida ele te promete pagar o principal acrescido dos juros no vencimento do título. Os juros podem ser fixos, 12% ao ano, por exemplo, ou depender de uma regrinha, 6% ao ano + IPCA (índice de inflação).

De qualquer uma das formas, você saberá que terá um retorno positivo. Pode existir uma variação devido ao índice de inflação, entretanto num cenário mais ou menos estável dá pra ter uma boa ideia do quanto receberá.

Isso não acontece no caso dos investimentos em renda variável, como é o caso de ações na Bolsa de Valores. Quando você adquire ações, está se tornando sócio da empresa e receberá de acordo com o seu desempenho ou pela variação da cotação da ação no mercado.

Se a empresa não estiver indo bem, é provável que o valor da sua ação caia e que não receba a distribuição dos lucros. Nada garante a rentabilidade do seu investimento, não há regras pré-definidas!

Entendeu a diferença entre Renda Fixa e Renda Variável?

Você pode aprender mais com nossos artigos sobre Renda Fixa nesse LINK!

Fundo Garantidor de Crédito

Depois de ler o que é Renda Fixa, você deve ter pensado: então não há risco nesse tipo de investimento, já que tenho certeza que terei um rendimento positivo, mesmo que seja mínimo.

De certa forma, você está certo, o único risco que você corre é da instituição que detém seu patrimônio vir à falência. O banco que te vendeu o título, um ente federativo ou a própria nação. Isso é muito difícil de acontecer, mas não deixa de ser uma possibilidade.

É aí que entra o Fundo Garantidor de Crédito.

O Fundo Garantidor de Crédito é como um seguro: ele vai assegurar que você receba de volta o patrimônio investido em caso de falência das instituições financeiras.

Esse serviço, criado em 1995, é feito por uma instituição privada sem fins lucrativos cujo objetivo é não só proteger o investidor, como também proteger o sistema bancário de uma crise sistêmica.

Como funciona o FGC

Como qualquer fundo, o FGC é um agregado de recursos de diversas fontes para uma finalidade pré-definida. Nesse caso são as instituições financeiras associadas que depositam periodicamente uma quantia.

Entre as instituições estão a Caixa Econômica Federal, os Bancos Múltiplos, Bancos Comerciais, Bancos de Investimento, Bancos de Desenvolvimento, Sociedades de Crédito, Financiamento e Investimento, sociedades de crédito Imobiliário, companhias Hipotecárias e associações de Poupança e Empréstimo.

Com os recursos disponíveis, quando uma instituição não consegue honrar seus compromissos, o FGC entra no seu lugar. Mas existem algumas regras:

A cobertura do Fundo Garantidor de Crédito tem um limite de R$ 250 mil por CPF/CNPJ. Além disso existe um limite de R$ 1 milhão renovado a cada quatro anos.

Isso significa que se o seu investimento num determinado banco for de R$ 400 mil, se a instituição vir à falência, você só receberá R$ 250 mil. Dentro do limite de 4 anos, os recebimentos não posem ultrapassar os R$ 1 milhão.

Caso queria conhecer mais sobre o FGC, entre no site da instituição.

Investimentos com o FGC

Se você ficou interessado em investir em Renda Fixa com o Fundo Garantidor de Crédito, vamos agora conhecer alguns desses ativos:

Depósitos de Poupança

Essa é famosa poupança, um dos investimentos mais populares entre os brasileiros, mas não tão popular e recomendada entre aqueles que estudam sobre investimento.

A poupança é um investimento muito seguro, mas com a rentabilidade muito baixa. Existem outras alternativas que são tão seguros quanto ela, mas têm rentabilidades maiores.

Como a Selic está abaixo de 8,5% ao ano, hoje a poupança rende 70% da Selic + taxa referencial.

Se quiser acompanhar o rendimento mensal da poupança, clique aqui.

É por causa disso que os consultores de investimento raramente indicam a poupança aos seus clientes.

CDB (Certificado de Depósito Bancário)

O CBD é um título emitido por uma instituição financeira privada, um banco. Na prática, quando você investe nesse ativo está emprestando dinheiro à empresa emissora do título para que ela use como bem entender e depois você receberá de volta o principal acrescido de juros.

Como estamos falando de Renda Fixa, as regras terão sido pré-determinadas.

A taxa de rentabilidade de um CDB varia bastante de instituição para instituição. Até mesmo dentro de um mesmo banco, eles podem ofertar CDBs diferentes a clientes diferentes.

 Apesar disso, existem algumas variáveis que influenciam na rentabilidade como a SELIC e o CDI (juros dos depósitos interbancários), quanto maior forem essas duas taxas, tudo indica que maior será o rendimento do CDB oferecido.

Se quer investir em CDB, basta entrar em contato com instituições financeiras privadas, o banco onde é correntista pode ser uma ótima primeira fonte de informação.

RDB (Recibo de Depósito Bancário)

O RDB é como um CDB em quase todos os aspectos: também é um empréstimo feito a uma instituição privada, é um Título de Renda Fixa e garantido pelo Fundo Garantidor de Crédito e tem regras de rentabilidade pré-definidas, mas ele tem uma diferença: pode ser emitido por cooperativas e por sociedades de crédito e financiamento.

LCI (Letras de Crédito Imobiliário) e LCA (Letras de Crédito do Agronegócio)

LCI (Letras de Crédito Imobiliário) – são empréstimos que podem ser emitidos pelos bancos, sociedades de crédito imobiliário, associações de poupança e empréstimo e companhias hipotecárias. O importante é que o recurso obtido seja destinado ao mercado imobiliário.

Esse tipo de investimento é muito popular entre os investidores porque é isento de IR (Imposto de Renda). Além disso a rentabilidade é consideravelmente maior do que a poupança mesmo sendo tão seguro quanto ela.

LCA (Letras de Crédito do Agronegócio) – são empréstimos que também podem ser emitidos pelos bancos ou outras instituições. O destino dos recursos deve ser o financiamento de atividades agrárias seja investimento em infraestrutura, compra de insumos e industrialização de produtos agropecuários.

Assim como o LCI, aqui também há a isenção do IR (Imposto de Renda) o que torna o LCA tão popular entre os investidores quanto o LCI.

LC (Letras de Câmbio) e LH (Letras Hipotecárias)

LC (Letras de Câmbio) – Ativo de Renda Fixa emitido pelas Financeiras como a Crefisa e a BMG. Funciona como os outros ativos: um empréstimo à instituição, só que o destino do recurso aqui é o custeio de empréstimos.

É comum que as LC tenham uma rentabilidade maior do que os CDBs. Isso acontece porque as empresas que emitem esses títulos costumam não ser tão sólidas quanto os bancos comerciais que emitem os CDBs.

Outro diferencial é que esse tipo de ativo costuma ter uma liquidez menor do que os concorrentes. O ideal é manter o investimento até a data de resgate para não gerar perdas.

LH (Letras Hipotecárias) – são títulos de Renda Fixa lastreados em crédito imobiliário. Esses ativos são emitidos por instituições que emprestam recursos do sistema financeiro de habitação (SFH). Ou seja, podem ser Bancos Múltiplos com carteira de crédito imobiliário, companhias hipotecárias, associações de poupança e empréstimo e sociedades de crédito imobiliário.

Esse tipo de investimento também é isento de IR (Imposto de Renda) e costumam oferecer rentabilidade maior do que o CDB em instituições com menor grau de solidez do que bancos comerciais tradicionais.

Conclusões sobre o FGC

Investimentos seguros sempre têm seu espaço nas carteiras de investidores experientes. Seja para manter o dinheiro com um pequeno rendimento em momentos de incerteza ou para diversificarem suas carteiras em momentos de estabilidade econômica.

Investimentos de Renda Fixa são sempre seguros, mas os com garantia do Fundo Garantidor de Crédito são ainda mais seguros.

Se deseja fazer esse investimento, procure o banco onde é correntista, lá poderá encontrar os principais produtos financeiros de Renda Fixa e com FGC, são eles: Certificado de Depósito Bancário (CDB), Recibo de Depósito Bancário (RDB), LCI (Letras de Crédito Imobiliário), LCA (Letras de Crédito Agropecuário), LC (Letras de Câmbio) e LH (Letras Hipotecárias).

Espero que tenha gostado deste artigo sobre Investimentos de Renda Fixa que são cobertos pelo FGC.

Qualquer dúvida, por favor, deixe nos comentários ou mande uma mensagem para mim no Twitter ou Instagram.

Será um prazer poder te ajudar.

Olá amigo investidor!

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