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Investimentos

8 Investimentos isentos de Imposto Renda

Lorenzo Frazzon, CNPI
Escrito por Lorenzo Frazzon, CNPI em 16 de abril de 2021
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Muitas pessoas ainda acreditam que o único investimento isento de imposto de renda é a caderneta de poupança. 

O que muitos não sabem, é que no Brasil existem diferentes possibilidades de investir melhor sem pagar imposto de renda. Hoje iremos mostrar 8 tipos de investimento com isenção de imposto de renda disponíveis no mercado de valores mobiliários brasileiro. 

1 – LCA (Letra de Crédito de Agronegócio) 

Voltada para o agronegócio, a LCA é um investimento de renda fixa em que o banco emissor utiliza os recursos captados para financiar o setor agrícola. 

Basicamente, ao comprar um título de crédito desse tipo, você está emprestando seu dinheiro para o negócios ligados ao agronegócio e, no vencimento do investimento, você recebe seu dinheiro de volta somado a uma taxa de juros, a qual geralmente está atrelada a um índice, como CDI, inflação, etc. 

Ao investir em LCA, o investidor deve ficar atento aos seguintes fatores: 

Prazo de vencimento: O prazo mínimo para resgatar o capital investido nesse tipo de investimento é de 90 dias. Portanto, o investimento não é aconselhado para quem deseja realizar o resgate do seu investimento antes dos 90 dias após a aplicação. 

Rentabilidade: Mesmo com a isenção de Imposto de Renda, o investidor deve prestar atenção à rentabilidade do título antes de investir. Por exemplo, quando se for investir em um título pós fixado com rentabilidade atrelada ao CDI, é preciso prestar à taxa e o prazo.

Quanto maior o prazo maior será a taxa, e saiba que as melhores taxas estão nas corretoras independentes e não nos grandes bancos!

Riscos: Sendo um investimento de baixíssimo risco, o único risco que existe para o investidor é o caso de o banco emissor do título quebrar. Mas é aí que entra outra vantagem das LCAs, pois o Fundo Garantidor de Crédito cobre esse tipo de investimento. Então, se a instituição financeira quebrar, o investidor consegue receber de volta até R$ 250 mil do valor inicialmente aplicado. 

2 – LCI (Letra de Crédito Imobiliário) 

Muito parecida com a LCA, a LCI também é um investimento de renda fixa cujos rendimentos estão atrelados a algum índice, como CDI, inflação, etc. 

Do ponto de vista do investidor, não existe nenhuma diferença entre LCA e LCI, apenas o objetivo de cada investimento. 

As LCI, por exemplo, são letras de crédito emitidas pelos bancos e que visam financiar o setor imobiliário. 

Os fatores que devem ser analisados a investir nesse tipo de título são os mesmos que foram apresentados acima, ou seja, prazo, rentabilidade e risco

3 – Debêntures Incentivadas 

No Brasil, existem leis que incentivam investimentos em infraestrutura. Esse é o caso das debêntures incentivadas. Se uma empresa, sendo ela de capital aberto ou fechado, quiser fazer projetos de infraestrutura, como aeroportos e rodovias, ela recebe esse incentivo do governo.

Nesse caso, como esses projetos são importantes pro desenvolvimento econômico do país, existe a isenção de imposto de renda para as empresas que decidem captar recursos para esses fins. Portanto, o investidor recebe os juros do investimento sem pagar nenhum imposto. 

O rendimento desses ativos pode estar atrelados ao CDI ou IPCA, e em alguns casos (raros) ele pode ser híbrido (misturando as duas formas de rendimento). 

O investidor deve ficar atento ao prazo e estar ciente que apesar de poder obter ganhos maiores nesse tipo de investimento, o risco se torna maior também, pois o Fundo Garantidor de Crédito não cobre esse tipo de investimento e a empresa pode ficar sem fluxo de caixa para pagar o valor total combinado. 

4 – CRA (Certificado de Recebíveis do Agronegócio) 

Os CRAs são títulos de crédito privado emitidos por securitizadoras que convertem dívidas em títulos. 

Eles possibilitam um ótimo rendimento, mas são mais arriscados por não possuírem garantia do Fundo Garantidor de Crédito. Portanto, deve-se sempre analisar a saúde da empresa em que você está investindo para saber o risco que está correndo. 

A remuneração desses investimentos pode estar atrelada ao CDI, inflação ou ser prefixada (o investidor sabe qual será o rendimento no momento da aplicação).

É necessário muito cuidado com o risco de crédito desse tipo de ativo.

5 – CRI (Certificado de Recebíveis Imobiliários) 

Similares aos CRAs, os CRIs também são títulos de crédito privado e sua maior diferença está no volume do aporte. Investimentos em CRI possuem um valor inicial abaixo da maioria dos CRAs. 

Assim como a maioria dos investimentos de renda fixa, os fatores prazo, rendimento e risco devem ser bem avaliados pelo investidor. 

O investidor deve estar atento a esses tipos de investimento, pois os prazos de vencimento em CRIs e CRAs são geralmente longos e possuem baixa liquidez. 

Aqui também é preciso muita atenção ao risco de crédito, uma forma mais segura de investir nesse tipo de ativo é via Fundos Imobiliários.

6 – Previdência Privada 

Considerada como um dos investimentos mais tradicionais no Brasil, a previdência privada é uma alternativa para quem busca investimento para o longo prazo, em que a pessoa possa ter uma renda desse investimento na sua aposentadoria, por exemplo. 

Quando o investidor vai escolher o tipo de previdência privada, ele escolhe as características do plano conforme seus objetivos. Dentre as características escolhidas, está a forma de tributação do seu fundo de previdência. 

Ao escolher a tabela progressiva de tributação de imposto de renda, ela vai funcionar da mesma forma como acontece o imposto de renda na pessoa física, ou seja, até um determinado limite de ganho anual, o investidor não paga impostos.

Portanto, se o investidor procura um investimento de longo prazo para no futuro ter uma renda recorrente e ela for inferior ao limite determinado pela tabela progressiva, essa renda será isenta de impostos.

Outro ponto importante de se destacar é que na previdência não existe o come-cotas semestral, e isso faz muita diferença no longo prazo. 

7 – Dividendos 

No ambiente da Bolsa de Valores, ações de grandes empresas são negociadas o tempo inteiro e qualquer pessoa pode investir nas ações dessas empresas. 

Ao investir nessas empresas, além do investidor lucrar na valorização das suas ações, ele também pode receber dividendos dessas empresas, os quais são isentos de imposto de renda. 

Mas o que são dividendos? 

Dividendos são parcelas do lucro de uma empresa que são distribuídos para os acionistas. Eles são pagos aos investidores de acordo com o número de ações que ele possui. 

No Brasil, existe uma lei que determina que as empresas de capital aberto paguem pelo menos 25% do seu lucro líquido para os seus acionistas na forma de dividendos. 

Como analisar uma empresa que paga dividendos? 

A melhor maneira de analisar se uma empresa paga bons dividendos para seus acionistas é através de dois indicadores que explicaremos abaixo. 

Dividend Yield – Esse indicador é o valor pago em dividendo pela empresa dividido pelo preço da ação. O resultado dessa divisão é o quanto do capital investido retorna ao acionista em forma de dividendos. 

Por exemplo: Uma empresa que paga R$ 1,00 de dividendo por ação e a cotação dessa ação é de R$ 12,00, então o dividend yield dessa empresa é de 8,33%. Nesse site você pode verificar o Dividend Yield de cada empresa.

Payout – De forma direta, o payout indica quanto do lucro da empresa é distribuído em forma de proventos. Esse indicador, apesar de muitas vezes não ser mencionado, pode determinar em que momento uma empresa está. Mesmo empresas bastante consolidadas e sólidas possuem momentos de investimentos altos e isso reflete diretamente na distribuição de dividendos, pois a empresa decide utilizar boa parte do seu lucro líquido em seus projetos para que ela cresça e consiga posteriormente aumentar sua receita e lucro futuro. 

Por exemplo: Uma empresa que distribui R$ 0,20 para cada R$ 1,00 de lucro, possui um payout de 20%, o que pode indicar que ela retém o resto do lucro para investir em seus projetos e obter um crescimento no futuro. Isso não é necessariamente ruim para o acionista, pois o mesmo também ganha com a valorização das ações da empresa. 

8 – Fundos Imobiliários  

Ao investir em fundos imobiliários, o investidor compra cotas de um fundo de tijolo que investe em imóveis físicos, como galpões logísticos e salas comerciais, ou fundo de papel, os quais compram títulos ligados ao mercado imobiliário, que são geralmente CRIs. 

A grande vantagem ao investir em fundos imobiliários, além da isenção de IR para os aluguéis recebidos, é a renda mensal consistente proveniente dos aluguéis de imóveis reais, todos gerenciados pelo fundo. Ou seja, o investidor investe em imóveis, recebe o valor do aluguel proporcional ao número de cotas que possui e não precisa se preocupar com a parte burocrática de se ter inquilinos morando nas propriedades alugadas, pois é justamente para isso que existem os fundos. 

Recapitulando

Vimos nesse artigo os 8 tipos de investimentos que possuem o grande benefício da isenção tributária, são eles:

  • LCA (Letra de Crédito de Agronegócio) 
  • LCI (Letra de Crédito Imobiliário) 
  • Debêntures Incentivadas 
  • CRA (Certificado de Recebíveis do Agronegócio) 
  • CRI (Certificado de Recebíveis Imobiliários) 
  • Previdência Privada 
  • Dividendos 
  • Fundos Imobiliários  

Apesar de possuirem isenção é sempre importante comparar calcular a taxa de retorno final do investimento isento com a taxa líquida de investimentos que são tributados.

Se você ficou com dúvida é só nos chamar aqui ou mandar uma mensagem nas minhas redes sociais!

Olá amigo investidor!

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4 Replies to “8 Investimentos isentos de Imposto Renda”

Alceu Mosmann Fillo

Ótimo.
Muito esclarecedor

Lorenzo Frazzon, CNPI

Obrigado Alceu!

Conte a gente.

Abraço

Dani

Muito bom o artigo! Parabéns

Lorenzo Frazzon, CNPI

Obrigado!